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Uma poeta provínciana, seu rico marido 30 anos mais
velho e um jovem músico sem um tostão. O cenário: ilha de São Francisco,
Santa Catarina. Época: a segunda metade do século XIX. Com estes elementos,
Roberto Gomes, "mestre do romance
histórico", no dizer de Wilson Martins, constrói
uma obra de alta "qualidade
narrativa e perfeição estética. O final é uma
página flaubertiana. Foi tudo uma fatalidade
- a fatalidade que costuma inspirar os grandes romances."
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Júlia.
Romance
Editora Leitura. Belo Horizonte.
16x22 cm. 2008. 320 p. |
Alma de bicho 27
crônicas que têm um traço em comum: o humor e a irreverência. Um bêbado promove a
infidelidade salvadora da própria mulher. Um prefeito compra um boneco
inflável especialista em marketing. As proezas de um canário com alma de Dizzy Gillespie. Rindo das desventuras humanas ou refletindo homens e bichos, é sempre
um prazer a leitura destes textos.
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Alma de bicho.
Crônicas.
Criar Edições. Curitiba.
14 x 21 cm. 2000. 104 p.
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Darcy Ribeiro escreveu, em Aos trancos e barrancos: "O Brasil afinal volta a
filosofar", quando esta obra foi editada em 1977. Causou
impacto pela forma irreverente de abordar uma
questão diante da qual os que praticam filosofia no Brasil não podem se
esquivar: o que significa pensar no periferia do capitalismo? Para
esta 13ª edição, o Autor escreveu um posfácio,
Liberdade e Devir, no qual discute o que significa
filosofar frente ao atual império ideológico do que chama de globocolonização.
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Crítica da razão tupiniquim
Filosofia.
Criar Edições. Curitiba.
16 x 22 cm. 2001. 134p.
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Com o conto-título
deste livro,
Roberto Gomes foi
premiado no Concurso Unibanco de Literatura, em 1977. Sabrina de trotoar e de tacape foi adaptado para o cinema, dando origem ao
longa-metragem Flor do desejo.
Segundo o crítico Antonio Manoel dos
Santos Silva, nestes textos o poder se torna objeto da
ironia e da sátira do Autor.
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Sabrina de trotoar e de tacape.
Contos.
Criar Edições. Curitiba.
14 x 21 cm, 1981. 88 p. (Esgotado). |
Dois homens
se
encontram casualmente num aeroporto e isto deflaga uma
volta às últimas semanas que antecederam o golpe militar de 1964.
Histórias que se cruzam, que têm uma fonte comum e ao mesmo tempo
divergente, e que refletem o que estava ocorrendo no país naquele momento,
embora os personagens não pudessem imaginar o que estava para
desabar sobre suas cabeças. Os jovens de Antes que o
teto desabe nos mostram como uma geração viu seus
sonhos se desfazerem.
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Antes que o teto desabe.
Romance
Ed. Mercado Aberto, Porto Alegre.
14 x 21 cm, 1981.
126 p. (Esgotado). |
Para Wilson Martins, trata-se
de um “romance histórico modelar”. Élio Gaspari disse que a
leitura deste romance “é um prazer, mas também uma sofrida experiência”.
Para Regina Dalcastagné, “este épico caboclo é irresistível, alta literatura com atração de
folhetim”. André Seffrin, assinalou “Roberto Gomes é um mestre do
romance e escreveu um épico sobre a luta pela terra no Paraná”.
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Os dias do demônio
Romance.
Criar Edições, Curitiba.
14 x 21 cm, 2001. 358p.
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Publicado
originalmente em 1982, O menino que descobriu o sol
conta as descobertas que um menino faz quando seu avô –
que a família julga maluco e inconveniente – vem morar em sua casa.
No universo tenso e medíocre da família, os dois, menino e avô, vão
estabelecer uma cumplicidade que irá transformar para sempre suas vidas.
Este texto, que integrou a Ciranda de Livros e o projeto
Os livros criam asas.
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O menino que descobriu o sol.
Literatura infantil.
Editora FTD, São Paulo.
16 x 22 cm, 1995. 24 p.
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A tônica destas cr6onicas é dada pela ironia e a
crítica política. O alvo, como sempre, dirá Antonio Manoel dos Santos Silva,
será, “qualquer que seja o caso, o poder, exercido ou não com violência
descarada ou disfarçada. Com visão bem humorada, o poder real será objeto
de
riso nas crônicas de O demolidor de miragens.”
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O demolidor de miragens.
Crônicas.
Criar Edições, Curitiba.
14 x 21cm, 1983. (Esgotado). |
Década de 1950. O cenário, uma cidade do interior. Meninos e meninas vivem
suas aventuras. Os namoros, as brigas com turmas rivais, as
estripulias na escola. Quando a
fábrica de brinquedos do bairro é fechada, suas vidas começam a
mudar. Às voltas com a turma rival do temível Luis, o Gordo, eles terão que
construir um novo campo de futebol e decidir
qual o melhor time do bairro. Misturando
o
universo das histórias em quadrinhos e dos filmes de
faroeste, é uma homenagem divertida aos úlimos dias da infância.
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Terceiro tempo de jogo.
Novela.
Editora Moderna, São Paulo
14 x 21 cm, 1994. 128 p.
(Esgotado) |
Uma história singela,
narrada com extrema delicadeza. Uma menina descobre que seu nariz é
vermelho. Como explicar aquilo? Ao encontrar a razão pela qual seu nariz
ficara
vermelho, a menina irá fazer uma descoberta muito mais importante.
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Carolina do nariz vermelho.
Literatura Infantil.
Editora FTD, São Paulo.
23,5 x 17 cm. 1993. 24 p. |
Aristeu era o
Conselheiro do Rei. Amado por todos,
dava lições de vida a quem quisesse ouvir.
Quando o Rei declarou guerra a um império
vizinho, Aristeu desapareceu, levando com ele o herdeiro do trono. Anos de
destruição e dor se seguiram e, quando os reinos em
conflito aceitaram a paz, Aristeu voltou, trazendo o filho do Rei, para
oferecer à aldeia a lição mais importante de sua história. Uma metáfora
contra todas as guerras.
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Aristeu e sua aldeia.
Literatura Infantil.
Editora FTD, São Paulo.
14 x 21 cm, 1996. 32 p. |
Os urubus têm péssima fama.
São vistos como mal cheirosos e malandros. Um
casal deles, abandonou um ovo num ninho
qualquer para viajar pelo mundo sem preocupações. Acontece que aquele ninho
pertencia a um casal de cisnes. E não se tratava de um casal qualquer. Era
um casal real. O autor dá a esta história um desenvolvimento surpreendente.
Quando aquele urubu descobriria quem ele era? E
como conviveria com esta descoberta? Eis a difícil arte de ser urubu.
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A difícil arte de ser urubu
Literatura infantil.
Criar Edições
14 x
21 cm. 2001. 20p. |
Nos
contos desta coletânea, além da multiplicidade técnica e da maestria
literária, André Seffrin destaca que se há “qualquer coisa de feroz na
maneira com quem o autor vasculha e brinca com o destino de suas
personagens, mas há também o afago”. Já Miguel Sanches Neto, destacou que quase todos os contos “são
histórias com fundo erótico, uma forte tendência temática no autor.
Estas histórias do
prazer são escritas em uma linguagem espontaneamente sensual.”
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Exercício de solidão.
Contos.
Record, Rio de Janeiro.
14 x 21. 1998. 162 p.
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Alegres
memórias de um cadáver recebeu o Prêmio José Geraldo
Vieira, conferido pela União Brasileira dos Escritores/SP,
como o melhor romance brasileiro lançado no ano de 1979. Na ocasião, Torrieri Guimarães saudou-o
as seguintes palavras: “Um romance
que me surpreendeu pela qualidade do texto, a força da imaginação”, enquanto
Wilson Martins viu nele: “Uma sátira alegre e divertida”.
Antônio Holfeldt escreveu: “uma das parábolas mais bem realizadas a respeito
da realidade brasileira contemporânea. Marisa
Lajolo registrou:
"Adorei cada
página do livro.”
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Alegres memórias de um cadáver
Romance.
Criar Edições, Curitiba.
16 x 22 cm. 2004. 162p.
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Narrado a partir da ótica das casas onde morou o personagem este romance
mescla memórias, desejos e fantasias. Fala do real e do imaginário, dentro de uma estrutura ao mesmo tempo rigorosa e
anárquica, seguindo as oscilações das lembranças. “Roberto Gomes escreveu um dos mais belos
livros da memorialística brasileira. Um destes livros extraordinários e
definitivos, que nos explicam e dignificam.” - escreveu
André Seffrin. “A confissão dos segredos da infância com
as meninas, os toques de cheiro suave, ecoam em todos nós, leitores, como redescoberta da
vida.” (Foed Castro Chamma)
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Todas as casas
Romance.
Criar Edições, Curitiba.
14 x
21 cm. 2004. 160p.
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